Legislativo realiza primeira sessão de 2019, apoiando os servidores e acolhendo pedido de investigação contra o prefeito e o vice

Os servidores atenderam o chamamento da diretoria do SIMTRI e se fizeram presentes na primeira sessão ordinária de 2019, da Câmara de Vereadores de Triunfo, na noite de ontem (11/02)

O presidente da Câmara de Vereadores, Murilo Machado da Silva (MDB) abriu a primeira sessão ordinária do Legislativo, dizendo que espera que em 2019 as coisas em Triunfo voltem ao seu devido lugar.

Em seguida, foi lido o pedido de estudo do impacto financeiro caso fosse concedido ao funcionalismo público o reajuste de 11%, solicitado pelo Legislativo ao Executivo Municipal. Também foi lida a resposta enviado aos vereadores, de que não era possível fornecer tal informação por falta de pessoal capacitado, já que a prefeitura contava na ocasião com apenas um profissional técnico em contabilidade.

Os atos da atual Administração municipal começaram a ser questionados nos primeiros minutos de sessão, quando foram lidos projetos enviados pelo Executivo, de suplementação de verba para o exercício do corrente ano. “Na primeira sessão do ano, o prefeito já mostra sua incompetência pedindo suplementação verba para pagar terceiros”, disse o vereador Glauco dos Reis da Silva (PSDB).

Na sequência foram lidas 25 páginas do pedido de investigação e afastamento do prefeito Valdair Gabriel Kuhn “Belô” (PSB) e também do vice prefeito Orison Donini Cezar Júnior (PSDB). O documento foi protocolado na Câmara de Vereadores por Ozenir Alves da Silva Filho, cidadão triunfense.

A denúncia de infrações político-administrativas envolvendo o prefeito e o vice nas áreas da Saúde Pública e na de Certames Licitatórios, cita a contratação classificada como ilegítima do Instituto de Administração Hospitalar e Ciências da Saúde (IAHCS) para administração do Hospital Santa Rita e contratações em empresas terceirizadas com indicações políticas e fraudes em processos licitatórios.

Depois da leitura do pedido de impeachment, com o plenário lotado, os vereadores de manifestaram um a um na tribuna.

O presidente Murilo comentou que não há diálogo com a Administração.

Fernanda Paz Pinheiro (PP) pediu à Administração um reajuste entre 5% e 6% para o funcionalismo público. A vereadora disse que buscou dados, e que atualmente a folha de pagamento do município compromete 41,45% do orçamento e que um aumento de 5% comprometeria 46% do orçamento municipal, ficando abaixo do limite permitido. “Com este reajuste os funcionários vão trabalhar mais felizes e o comércio será incentivado”, concluiu Fernanda.

Já Marizete Cristina de Freitas Vaz “Moa” (PP) iniciou sua fala cobrando da Administração e das secretarias municipais mais eficiência e agilidade, para que os vereadores não tenham que fazer pedidos de providência solicitando coisas básicas para a população, que não são feitas. Moa disse também que está comprometida com os servidores municipais para que o prefeito conceda um reajuste é justo, digno e merecido.

A proposta da Administração Municipal para o reajuste anual dos servidores é de 2,5% na folha de fevereiro e 1% em novembro. Índice este inferior a inflação de 2018, que fechou em 3,75% e muito abaixo da proposta apresentada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de triunfo (SIMTRI) que foi de 11,6% – valor correspondente as perdas salariais dos últimos anos e do crescimento da arrecadação do município, prevista para 2019.

Marcelo Wadenphul (MDB) agradeceu a presença da população na sessão e ressaltou que esta é a melhor forma de acompanhar a atuação dos vereadores. E foi enfático ao falar da forma como a Administração trata o funcionalismo. “Os servidores foram desrespeitados! Ele mandou pessoas que nem de Triunfo são para tratar do dissídio. O prefeito acha que o pessoal de Triunfo não sabe trabalhar, para ele só o pessoal de fora é que sabe”, declarou.

O vereador Nelson Saraiva Aguilheiro “Gago” (PDT) disse que não faz mais parte da base aliada do governo. “Estarei junto com os servidores. O funcionário tem que trabalhar feliz por ser valorizado”, disse.

“Temos o compromisso de honrar o município. Triunfo se transformou na cidade do desrespeito. O atual governo não cumpre determinações judiciais, desrespeita servidores, população e Legislativo”, declarou na tribuna o vereador Marco Aurélio da Silva “Marquinho” (REDE).

“Com casa lotada, todo mundo diz que é favorável ao servidor… A data base do reajuste anual é primeiro de fevereiro. No fim de janeiro, o prefeito nomeia uma comissão de forasteiros para conversar com o sindicato, que nem estudo técnico tinham para justificar o que diziam. A sorte é que os servidores elegeram muito bem sua diretoria, com funcionários com mais de 20 e 30 anos de experiência, que sabem bem como as coisas funcionam. E fiquem alertas porque o pacotaço existe!”, declarou Glauco dos Reais da Silva (PSDB).

O vereador Valmir Rodrigues Massena “Porongo” (PSD) sugeriu que os colegas tranquem a aprovação de todo e qualquer projeto do Executivo, enquanto o prefeito não regularizar a situação do reajuste dos servidores, dizendo que espera no mínimo a reposição da inflação e mais um pouco.

A votação do pedido de investigação e afastamento do prefeito e do vice, ocorreu de forma aberta e nominal. O vereador Cláudio Alfeu Rener Viana Junior (PRB) não estava presente. Os demais vereadores votaram pelo recebimento do pedido de investigação. Depois da votações ocorreu o sorteio da comissão responsável por apurar os fatos denunciados. Fazem parte da comissão: Valmir Rodrigues Massena “Porongo” como presidente, Marizete Cristina de Freitas Vaz “Moa” como relatora e Nelson Saraiva Aguilheiro “Gago” como membro. O presidente da comissão, vereador Valmir Rodrigues Massena disse que pretende iniciar logo as investigações.

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