FEMERGS divulga Nota de Esclarecimentos a população e de Repúdio ao Ministro Paulo Guedes

A FEMERGS – Federação dos Municipários do Estado do Rio Grande do Sul, vem a público se manifestar, e REPUDIA a infeliz manifestação do Ministro Guedes que em uma palestra na Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas, no dia 7 de fevereiro, quando chamou de forma generalizada todos os servidores públicos de PARASITAS.
“PARASITAS” foi o termo que o ministro Paulo Guedes usou para externar o que pensa sobre os servidores públicos. Depois que viu a repercussão pediu desculpas, mas a verdade estava exposta, pois é o que o “MERCADO” pensa e usa os seus expoentes, para conseguir convencer a população através da grande mídia, que, o que é público não presta, para enfim a visão que defendem do ‘ESTADO MÍNIMO” a PRIVATIZAÇÃO se concretizar.
A CONSTITUIÇÃO CIDADÃ, a maior lei do País, traz em seus artigos, como é a estruturação do Estado, e o leque de direitos sociais para o bem estar da nação. As políticas públicas, são levadas a cabo por trabalhadores(as), que no caso, são chamados de servidores públicos. No Brasil, temos o ingresso através de concurso público. Problemas na execução de serviços, existem tanto no setor público quanto na iniciativa privada. A população brasileira merece um serviço público de qualidade. Nós como servidores públicos, somos os maiores interessados em um Estado Eficiente, tanto que através de nossas organizações, sempre reivindicamos a formação e qualificação para que efetivamente consigamos atender bem a população.
Ao chamar todos os servidores públicos de parasitas, o Ministro apenas está fazendo “eco” ao governo que pensa da mesma forma. O Governo Bolsonaro, vem usando do mesmo receituário, para concretizar as maldades contra a população. A Reforma da Previdência, usou como mote para conseguir sua concretização, a campanha sistemática na mídia de “cortar privilégios”, passando para a população, que os grandes privilegiados seriam os servidores públicos. Os grandes prejudicados foram os trabalhadores e trabalhadoras deste país. Na verdade a reforma, não menciona que a Lei do Teto deveria ser cumprida, não cortou nos altos salários do judiciário, dos legislativos e mesmo do executivo, e ainda para os militares, melhorou a carreira, o que efetivamente resultou em aumentos salariais, além de serem os únicos em que não se exige idade mínima.

O Ministro mente para a população, assim como mentiu para conseguir passar a Reforma da Previdência.

O governo estaria gastando 90% da receita toda com salários. Mentira, pois inúmeras reportagens e dados oficiais colocam que a união gasta em torno de 20% do orçamento com ativos, aposentados e pensionistas. (https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-gasta-20-do-orcamento-com-pessoal,70002534713) –

“Funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação”: Mentira – A Constituição de 1988 trouxe o direito da Revisão Geral Anual com direito a recomposição do índice inflacionário, para não ter perdas, assim como o salário mínimo anualmente precisa recompor no mínimo a inflação. Se considerado o período de FHC, entre 1995 e 2002 este direito não foi respeitado. Entre 2003 e 2018 realmente tiveram a recomposição, mas ainda não para suprir o que foi tirado nos anos de FHC. Precisamos lembrar, que a estabilidade no serviço público, veio como conquista da sociedade, assim como a entrada por concurso público, pois o que se via, era uma rotatividade muito grande do conjunto dos servidores, de acordo com os partidos que ganhavam as eleições. Também é importante lembrar que os servidores não tem o FGTS, em detrimento da estabilidade.

Infere-se, que a fala do Ministro é a posição deste governo. Porém nós como FEMERGS REPUDIAMOS, estas declarações que são mentirosas e carregadas de intencionalidades. A bem da verdade, o Brasil carece de mais servidores(as) em muitas áreas para conseguir atender bem aos cidadãos e cidadãs, e por isso também é mentirosa a versão que vem sempre na fala dos governos que querem tirar os direitos – inchaço de servidores no Brasil. Costuma-se ouvir muito que há muitos funcionários públicos no Brasil e que precisamos de um choque de eficiência! Contudo, se compararmos o número de servidores públicos no gráfico da OCDE a verdade aparece. Se considerados os trabalhadores do Brasil economicamente ativos 12% são servidores, mas vejam que países de primeiro mundo como a Noruega e a Dinamarca tem 35% de servidores, se considerados economicamente ativos.
Fonte: Presidente Vilson João Weber

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